segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Atmosphere

Triste é a voz
que se perde no toca discos,
enquanto a agulha
corta os pulsos daquela canção.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Solto as cordas no terreiro
meu mestre vai de cartola
a viola vai de paulinho
derreto o coração no pandeiro
deixo o domingo vadiar

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Que não vivo de poesia,
isso eu sabia, o que não sabia
é que poesia não vive sem os mins.

domingo, 31 de março de 2013

A girafa
Estica o pescoço
Para comer as nuvens.
Oh! Céus!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

revirando meus agudos,
redescubro outras de mim,
soa estranho, sou estranha,
nem ligo se desafino,
está chovendo na roseira,
olha, está tudo novo aqui.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


Cai da cama
em cima do braço.
Que falta faz
aquele abraço.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Segundos depois,
o alívio da liberdade absoluta.
Então vem os dias contados
da falta de você.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sou apaixonada pela vida. E vira e mexe, me apaixono pelas pessoas. Estar apaixonada é quase que uma necessidade fisiológica. Quando não é assim, fico sem graça, sem poesia. O Hérnia de Hiato não me deixa mentir: as palavras mudam, as pessoas brilham, os objetos mudam, as paixões acontecem, os amores dão as caras de tempos em tempos. Cada paixão tem a sua delícia e sua dor, cada uma tem seu durante e seu fim. Fui aprendendo com a vida a não ter medo da dor, a não ter medo de amar, a dar nomes às paixões e a dar vez aos sentimentos. Foi numa das páginas de Drummond que li que “além do amor, não há nada, amar é o sumo da vida”.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Vem calar minha boca
com a tua.
Vem pegar meu corpo
com o teu.
Vem deitar teu sexo
no meu.
Desaguar minha sede
na tua.
Matar minha fome
de você em mim.
Tua fome de mim
em você. Vem.