Ontem, li você.
As palavras lidas
pareciam ditas
ao pé do ouvido.
Passaram o dia
comigo.
Foram pra cama,
deitaram ao meu lado
como se fosse você.
Suas palavras são
meu alimento,
são alento.
Suas palavras
fazem parar o tempo
como um beijo sussurrado
no lábio sedento de você.
segunda-feira, 26 de setembro de 2005
terça-feira, 20 de setembro de 2005
Sinto falta das suas palavras distantes.
Do seu sotaque sem rumo.
Da sua respiração ofegante.
Do seu calor apegado.
Da sua improvável presença.
Da sua presença marcante.
Do seu sotaque sem rumo.
Da sua respiração ofegante.
Do seu calor apegado.
Da sua improvável presença.
Da sua presença marcante.
quarta-feira, 14 de setembro de 2005
Nas suas costas,
meu nome.
Na boca, sexo.
Palavras que
ungem seu corpo.
Oração profana
do meu querer.
meu nome.
Na boca, sexo.
Palavras que
ungem seu corpo.
Oração profana
do meu querer.
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
Não brinca muito não, que a vida é coisa séria.
Tem pé de moleque quebrando dente de nego.
Tem pistola de água fria apontada pra cabeça quente.
Tem caça palavra na cola de quem dá com a língua nos dentes.
Tem pedalada em cima de perna de pau.
Tem pé de moleque quebrando dente de nego.
Tem pistola de água fria apontada pra cabeça quente.
Tem caça palavra na cola de quem dá com a língua nos dentes.
Tem pedalada em cima de perna de pau.
terça-feira, 23 de agosto de 2005
Coloque seus olhos no espremedor de limão.
Aperte bem. Passe o caldo na janela que dá pra rua.
Do resto frite um bolinho e sirva aos convidados
esfomeados de reality show.
Aperte bem. Passe o caldo na janela que dá pra rua.
Do resto frite um bolinho e sirva aos convidados
esfomeados de reality show.
sexta-feira, 19 de agosto de 2005
Sonho de palavras cinzas.
Despedida para todo sempre que se repete.
Travesseiro vazio de você e seco de lágrimas.
Virou costume. Mais até do que deveria.
Despedida para todo sempre que se repete.
Travesseiro vazio de você e seco de lágrimas.
Virou costume. Mais até do que deveria.
quarta-feira, 27 de julho de 2005
Ando a passos curtos.
Esboço no máximo, poucos sussurros.
Por enquanto, passo em branco.
O turbilhão fica pra mais adiante.
Esboço no máximo, poucos sussurros.
Por enquanto, passo em branco.
O turbilhão fica pra mais adiante.
sexta-feira, 22 de julho de 2005
Aniversário chegando e não sei o que fazer. Ano passado foram três festas em uma. Começou às duas da tarde e foi até meia-noite. De duas às 16 era um povo, no final da tarde outro povo e à noite outro povo louco e dá-lhe sinuca, dá-lhe feijoada. Eu descendo com as cachaças do meu pai e o povo tomando todas.
Este ano ainda não planejei nada, pra variar. Mas quem quiser aparecer lá em casa no domingo, é só dar um ligadinha.
A festa a gente faz na hora.
Este ano ainda não planejei nada, pra variar. Mas quem quiser aparecer lá em casa no domingo, é só dar um ligadinha.
A festa a gente faz na hora.
segunda-feira, 18 de julho de 2005
Fico pensando o que leva os gays a irem no programa da Lucianta pra discutir sobre homossexualismo com pessoas da igreja universal. Será que eles acham que os pastores vão contradizer toda a cruzada contra os gays, sensibilizados pelos casos de amor declarados no programa? Será que eles pensam que os pastores vão abrir mão de centenas de fiéis iludidos pela promessa de que seus parentes encontrem Jesus e deixem de praticar a sodomia? Será que eles pensam que o público vai mudar de opinião ao ver uma discussão tão pobre? Fica um turma berrando versículos decorados da bíblia e a outra se justificando por amor. É deprimente. Será que eles não percebem que os religiosos acompanham o programa simplesmente para confirmar sua posição, assim como os gays?
Sinceramente, é pior pra gente, porque dá vergonha de ver as sapinhas e bibas se sujeitando a tal coisa. Vergonha porque essas discussões nada saudáveis não contribuem em nada na luta pelos nossos direitos. Vergonha de só de pensar que para eles se exporem ao constragimento de serem comparados com criminosos, anormais e coisa ruim devem receber alguma grana, e isso significa que o amor que eles tanto defendem tem um preço no mínimo mixo que poder ser bancado por qualquer emissorazinha de TV.
A propósito, não consegui ficar ligada no programa nem um bloco. Mudei de canal e me senti aliviada por achar que outras pessoas também deviam ter mudado de canal. Mas quando chego no trabalho no dia seguinte, o primeiro comentário do meu colega de ilha foi: vocês viram a discussão sobre homossexualismo no programa da Luciana Gimenez? Pois é, vencida pelo ibope.
Sinceramente, é pior pra gente, porque dá vergonha de ver as sapinhas e bibas se sujeitando a tal coisa. Vergonha porque essas discussões nada saudáveis não contribuem em nada na luta pelos nossos direitos. Vergonha de só de pensar que para eles se exporem ao constragimento de serem comparados com criminosos, anormais e coisa ruim devem receber alguma grana, e isso significa que o amor que eles tanto defendem tem um preço no mínimo mixo que poder ser bancado por qualquer emissorazinha de TV.
A propósito, não consegui ficar ligada no programa nem um bloco. Mudei de canal e me senti aliviada por achar que outras pessoas também deviam ter mudado de canal. Mas quando chego no trabalho no dia seguinte, o primeiro comentário do meu colega de ilha foi: vocês viram a discussão sobre homossexualismo no programa da Luciana Gimenez? Pois é, vencida pelo ibope.
terça-feira, 21 de junho de 2005
Me conta o que?
Isso não conta.
Calma, respira e conte até 10.
Dá um desconto, vai.
Conto com você sempre.
Conte pra me dar uns contos.
Nada pra contar?
Tá bom então, nem te conto.
Isso não conta.
Calma, respira e conte até 10.
Dá um desconto, vai.
Conto com você sempre.
Conte pra me dar uns contos.
Nada pra contar?
Tá bom então, nem te conto.
Assinar:
Postagens (Atom)
