sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Sonho de palavras cinzas.
Despedida para todo sempre que se repete.
Travesseiro vazio de você e seco de lágrimas.
Virou costume. Mais até do que deveria.

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Ando a passos curtos.
Esboço no máximo, poucos sussurros.
Por enquanto, passo em branco.
O turbilhão fica pra mais adiante.

sexta-feira, 22 de julho de 2005

Aniversário chegando e não sei o que fazer. Ano passado foram três festas em uma. Começou às duas da tarde e foi até meia-noite. De duas às 16 era um povo, no final da tarde outro povo e à noite outro povo louco e dá-lhe sinuca, dá-lhe feijoada. Eu descendo com as cachaças do meu pai e o povo tomando todas.
Este ano ainda não planejei nada, pra variar. Mas quem quiser aparecer lá em casa no domingo, é só dar um ligadinha.
A festa a gente faz na hora.

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Fico pensando o que leva os gays a irem no programa da Lucianta pra discutir sobre homossexualismo com pessoas da igreja universal. Será que eles acham que os pastores vão contradizer toda a cruzada contra os gays, sensibilizados pelos casos de amor declarados no programa? Será que eles pensam que os pastores vão abrir mão de centenas de fiéis iludidos pela promessa de que seus parentes encontrem Jesus e deixem de praticar a sodomia? Será que eles pensam que o público vai mudar de opinião ao ver uma discussão tão pobre? Fica um turma berrando versículos decorados da bíblia e a outra se justificando por amor. É deprimente. Será que eles não percebem que os religiosos acompanham o programa simplesmente para confirmar sua posição, assim como os gays?
Sinceramente, é pior pra gente, porque dá vergonha de ver as sapinhas e bibas se sujeitando a tal coisa. Vergonha porque essas discussões nada saudáveis não contribuem em nada na luta pelos nossos direitos. Vergonha de só de pensar que para eles se exporem ao constragimento de serem comparados com criminosos, anormais e coisa ruim devem receber alguma grana, e isso significa que o amor que eles tanto defendem tem um preço no mínimo mixo que poder ser bancado por qualquer emissorazinha de TV.
A propósito, não consegui ficar ligada no programa nem um bloco. Mudei de canal e me senti aliviada por achar que outras pessoas também deviam ter mudado de canal. Mas quando chego no trabalho no dia seguinte, o primeiro comentário do meu colega de ilha foi: vocês viram a discussão sobre homossexualismo no programa da Luciana Gimenez? Pois é, vencida pelo ibope.

terça-feira, 21 de junho de 2005

Me conta o que?
Isso não conta.
Calma, respira e conte até 10.
Dá um desconto, vai.
Conto com você sempre.
Conte pra me dar uns contos.
Nada pra contar?
Tá bom então, nem te conto.

segunda-feira, 30 de maio de 2005

" Meninas que saem maquiadas, na quarta, não são confiáveis."
A poetisa

segunda-feira, 23 de maio de 2005

Queria escrever flores. Queria sentir cheiro de vida. Queria dedicar música feliz.
Queria sorrir insuportavelmente. Queria ser criança bagunceira. Queria dar colo quente.
Queria viajar só pra tomar sorvete. Queria dormir e sonhar você.
Queria contar piadas pra acabar com o mau-humor. Queria concordar sempre.
Queria sentir o mesmo. Sinto muito. E por sentir tanto me torno incapaz de você.

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Nas sombras do viaduto, trepa com marginal.
Faz roleta russa com o próprio útero.

terça-feira, 10 de maio de 2005

olho pra janela. os prédios passam. as nuvens ficam. o cd pula. ligo a tv. horário político. lixo da ditadura. cd no dvd. ingmar bergman. hora da florisbela. 20 páginas on the road. telefone não toca. me tira daqui. o que é bom está desgosto. amanhã tem mais.

quinta-feira, 5 de maio de 2005

Depois que passa o temporal, sempre fico com as poças d'água.
Elas guardam o segredo do que passou e refletem o sol que está por nascer.
Às vezes eu tenho vontade de me deixar levar pela enxurrada.
Mas as poças, estas sempre me agarram pelo pé, me prendem em fascinação.